Um homossexual está em coma após ser atacado por um grupo de neonazistas, que também marcou suásticas em seu corpo e cortou parte de sua orelha, segundo denúncia feita hoje por entidades associadas a defesa de minorias sexuais.
Em um comunicado, o Movimento de
Integração e Liberação Homossexual (Movilh) divulgou que a agressão aconteceu
no último fim de semana e que o jovem, identificado como Daniel Zamudio, de 24
anos, se encontra em coma na Postal Central (hospital de urgências) de Santiago.
“A violência foi tão brutal que os
agressores marcaram o corpo do jovem com símbolos neonazistas, sendo o fato um
dos mais sérios e dramáticos conhecidos pelo Movilh”, acrescenta o texto.
“Nos parece gravíssimo que ainda no
Chile existem grupos como os neonazistas que agem com absoluta impunidade, e
isso se dá, entre outras coisas, porque a classe política e o Estado chileno não
se dão conta dos perigos que são esses grupos”, destacou o presidente do Movilh,
Rolando Jiménez, para a Radio Cooperativa.
Enquanto isso, a Fundação Iguales,
dirigida pelo escritor Pablo Simonetti, confirmou que durante a agressão de
Zamudio os neonazistas “gravaram suásticas em seu corpo e arrancaram parte de
sua orelha”.
“Repudiamos esse ato cruel que
atropela a dignidade igual entre todos os seres humanos. Pedimos às autoridades
chilenas que façam parte das ações legais destinadas a criminalizar os
culpados. Um crime tão odioso não pode ficar impune”, anunciaram em um comunicado
difundido em sua página na internet.
O cantor porto-riquenho Ricky
Martin também condenou o ataque.
“Sem mais ódio, sem mais
discriminação. Espero que façam justiça já! Muita luz para Daniel e toda sua
família. #ForçaDanielZamudio”, escreveu o artista no Twitter.
Os familiares do jovem,
acompanhados de representantes do Movilh, anunciarão mais detalhes do caso e
vão declarar ações judiciais contra os responsáveis pelo ataque.
Segundo o relatório que se realiza
a cada ano pelo Movilh, a entidade mais ativa em defesa de minorias sexuais no
Chile, em 2011 foi registrado 186 denúncias e casos de discriminação, 48 a mais
que 2010.
Esses casos incluem o assassinato
de 3 pessoas devido às suas orientações sexuais, 13 agressões físicas ou
verbais cometidas por civis e 5 casos de abuso policial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário