Neonazistas deixaram em coma um jovem gay após agressão, deixando marcas de suásticas em seu corpo e uma orelha cortada

[matéria traduzida do site chileno The Clinic Online. Publicada em 6 de março de 2012]

Um homossexual está em coma após ser atacado por um grupo de neonazistas, que também marcou suásticas em seu corpo e cortou parte de sua orelha, segundo denúncia feita hoje por entidades associadas a defesa de minorias sexuais.

Em um comunicado, o Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh) divulgou que a agressão aconteceu no último fim de semana e que o jovem, identificado como Daniel Zamudio, de 24 anos, se encontra em coma na Postal Central (hospital de urgências) de Santiago.

“A violência foi tão brutal que os agressores marcaram o corpo do jovem com símbolos neonazistas, sendo o fato um dos mais sérios e dramáticos conhecidos pelo Movilh”, acrescenta o texto.

“Nos parece gravíssimo que ainda no Chile existem grupos como os neonazistas que agem com absoluta impunidade, e isso se dá, entre outras coisas, porque a classe política e o Estado chileno não se dão conta dos perigos que são esses grupos”, destacou o presidente do Movilh, Rolando Jiménez, para a Radio Cooperativa.

Enquanto isso, a Fundação Iguales, dirigida pelo escritor Pablo Simonetti, confirmou que durante a agressão de Zamudio os neonazistas “gravaram suásticas em seu corpo e arrancaram parte de sua orelha”.

“Repudiamos esse ato cruel que atropela a dignidade igual entre todos os seres humanos. Pedimos às autoridades chilenas que façam parte das ações legais destinadas a criminalizar os culpados. Um crime tão odioso não pode ficar impune”, anunciaram em um comunicado difundido em sua página na internet.

O cantor porto-riquenho Ricky Martin também condenou o ataque.

“Sem mais ódio, sem mais discriminação. Espero que façam justiça já! Muita luz para Daniel e toda sua família. #ForçaDanielZamudio”, escreveu o artista no Twitter.

Os familiares do jovem, acompanhados de representantes do Movilh, anunciarão mais detalhes do caso e vão declarar ações judiciais contra os responsáveis pelo ataque.

Segundo o relatório que se realiza a cada ano pelo Movilh, a entidade mais ativa em defesa de minorias sexuais no Chile, em 2011 foi registrado 186 denúncias e casos de discriminação, 48 a mais que 2010.

Esses casos incluem o assassinato de 3 pessoas devido às suas orientações sexuais, 13 agressões físicas ou verbais cometidas por civis e 5 casos de abuso policial.

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